Microempresas empregam metade dos trabalhadores no setor privado
18/10/2017 - 11h04 em Brasil

Empresas com até cinco funcionários empregam metade dos trabalhadores com carteira assinada no setor privado brasileiro. Esse setor vem se expandindo no mercado nos últimos anos, enquanto que as empresas de maior porte perdem espaço.

Segundo pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada nesta quarta-feira (18), entre 2012 a 2016, a porcentagem de pessoas empregadas por empresas com 1 a 5 funcionários passou de 46,7% para 50,1%, o que representa 36,9 milhões de pessoas.

Os dados consideram todos os trabalhadores empregados, exceto quem trabalha no setor público e os empregados domésticos. No período, esse contingente passou de 72,4 milhões para 73,7 milhões de pessoas.

A participação de empresas de 5 a 10 funcionários se manteve estável no período, oscilando de 10,3% a 10,6%.

O mesmo vale para os empreendimentos que empregam de 11 a 50 pessoas, cuja participação passou de 13,1% para 13,3%.

As companhias de grande porte, contudo, que empregam mais de 50 pessoas, perderam participação no mercado. Se em 2012 elas empregavam 29,8% dos trabalhadores do setor privado (ou 21,5 milhões de pessoas), em 2016 a taxa era de 26% (19,1 milhões de trabalhadores).

O IBGE publica hoje um recorte da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio) com dados sobre força de trabalho, sindicalização, associação, regularização e tamanho das empresas. A PNAD Contínua é publicada mensalmente e serve de termômetro sobre o mercado de trabalho no Brasil, mas os dados de hoje não fazem parte da pesquisa mensal.

Associação a sindicato

O estudo mostra ainda que os sindicatos perderam 1 milhão de associados entre 2012 e 2016. No período, o número de trabalhadores sindicalizados recuou de 17,9 milhões para 16,9 milhões — queda de 5,5%.

A sindicalização caiu mais entre homens do que entre mulheres no período. Se em 2012 as taxas eram de 15,3% de homens sindicalizados e 11,9% entre as mulheres, em 2016 o indicador foi a 13,1% e 11,2%, respectivamente.

A sindicalização é maior nas regiões Nordeste (14,7%) e Sul (14,2%), seguido por Sudeste (10,7%), Norte (10,6%) e Centro-Oeste (9,4%).

Trabalho noturno

A pesquisa revela também que há cerca de 7 milhões de brasileiros cujo principal trabalho é no período noturno. Esse índice aumentou na comparação com 2012, quando havia 6 milhões de trabalhadores nessa condição.

Associação a cooperativas

A pesquisa mostra ainda que cresceu 11% no período o número de trabalhadores que atuam por conta própria ou são empregadores. Entre 2012 e 2016, esse contingente passou de 24 milhões para 26,8 milhões.

Apesar disso, o percentual de trabalhadores que estavam associados a cooperativas caiu, passando de 6,4% para 5,9%.

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